Como o D2C pode aumentar o giro de barris oficiais

Uma preocupação legítima de qualquer revenda ao ouvir a sigla D2C é: isso vai competir com o meu volume? A resposta depende inteiramente de como a operação é desenhada. No modelo que a Verdinha desenvolve, o barril vendido ao consumidor final passa pela cadeia oficial. A operação D2C atua depois da revenda, não no lugar dela.

De onde vem a demanda nova

A maior parte dos eventos particulares no Brasil ainda resolve bebida com cerveja de garrafa ou lata compradas no varejo. O chope em barril perde essas ocasiões não por preço ou preferência, mas por atrito operacional: o organizador do evento não sabe quantos litros pedir, não tem chopeira e não quer a responsabilidade da logística.

Quando existe uma operação que resolve cotação, equipamento, instalação e retirada, uma parte relevante desses eventos migra para o barril. Esse volume é incremental. São litros que a cadeia não venderia de outra forma, girando por dentro da estrutura oficial de distribuição.

O papel de cada camada

A indústria produz e garante qualidade. A revenda distribui, armazena e atende o território. A camada D2C gera demanda, atende o consumidor final, opera o evento e devolve os cascos. Cada elo faz o que sabe fazer melhor, e o barril passa a alcançar um público que o modelo tradicional de balcão não alcançava.

Nos próximos artigos do Radar Verdinha, vamos detalhar os aprendizados operacionais dessa integração na prática, começando pela experiência acumulada na Grande Vitória.